quinta-feira, 20 de julho de 2017

Pensamentos nos dias ruins

Cansei, eu não aguento mais, eu sou tão fraca, não sirvo pra nada, eu só sou um monte de merda em um corpo sujo e fraco,  sou uma aberração. As vezes eu acordo e não quero saber que dia que é, eu estou muito cansada disso tudo, queria não poder sentir mais nada, vazio, raiva, solidão, medo.
Meu corpo pede a todo momento um corte cada vez mais fundo, minhas tentativas de sanar são inúteis. Não suporto viver uma vida bovina, onde todos são iguais perante a todos.

sábado, 18 de março de 2017

What the fuck is that? : O Ciclo

     As vezes alguém te machuca tão feio que você não sente mais nada, até alguma coisa fazer você sentir de novo e tudo acaba voltando.Cada palavra,cada ferida,cada momento.
    E como você poderia entender de onde eu vim? Mesmo que você pergunte,mesmo que você escute.Você realmente não entende,vê ou sente,você
não andou pelos meus caminhos,você não viu o que eu já vi.
    Me nego a entender como um ser humano é capaz de gerar outro ser, consciente ou não e depois rejeita-lo(a) sem culpa,absolutamente nada,desprovido de qualquer sentimento. E não me vem com essa desculpa de que será melhor assim,que a coisa que ela pariu terá uma vida melhor com pessoas que iram amar - lo(a), e não vai ser negligenciado(a), que terá todo apoio possível. Pra mim isso soa como desculpa,vergonha ou culpa da pessoa ter gerado algo e que na verdade foi um erro casual,por essa coisa ter um peso enorme sobre si. 
    As pessoas são hipócritas, e o mundo pragmático. 

segunda-feira, 13 de março de 2017

BORDERLINE - As vezes me sinto uma aberração.

  Sabe aquele dia que você se sente tão pequena, tão desprezível,
insignificante, tão frágil,á ponto de você sentir o toque do vento te despedaçar 
por inteiro. Hoje me sinto assim, sinto que tudo foi arrancado de mim silenciosamente. 
Eu poderia gritar mas acho que ninguém me ouviria pois não tem mais nada á fazer.   
     A segunda maior dor do mundo é ser abandonada. E me doeu muito, e dói
saber que a pessoa que me pariu nunca vai me amar, e que me deixou ali,
como um livro em uma estante abandonada, sem utilidade alguma, me dói
saber que ela prefere amar o álcool, me dói ter a certeza que ninguém vai 
me amar, me dói saber que as vezes não tenho controle do meu corpo, que 
ele executa ações que não sei decidir. 
     Eu cresci confusa, já fui tantas e outras pessoas, alias, sou. Tenho várias
personalidades, já usei vários tipos de drogas (lícitas/ilícitas), já trepei com várias pessoas, 
homens, mulheres e ainda me mutilo em momentos de extrema tensão. Escrevo versos, poemas, poesias, cartas, tudo isso pra não sentir falta daquilo
que me deixou. Mas o buraco nunca irá se preencher, pois eu exijo muito da vida,
das pessoas, eu quero tudo e ao mesmo tempo não quero nada, meu humor 
oscila conforme meu contato com o mundo. Então decidir esperar a tal normalidade
ou algo assim. 

DESABAFO

Quando tudo estar vazio,
penso no abismo
que pode ser preenchido dentro de mim.
Ainda na busca não achei nada,
somente dor,
dor que corroeu e corroei,
dor que possui a alma,
dor que se tornou o outro eu.

Extraordinária vivendo uma vida
hipócrita e ordinária,
Queria ser como Pedrinho
que faz da vida tudo o que sempre sonhou,
que fala uma coisas que a gente nem pensou,
ao contrário, não sei fazer nada
nenhuma particularidade,
nenhuma qualidade.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O que é o amor: (para mim)

    No começo de uma frustração adolescente eu cheguei a pensar que isso não existia. Parei até de querer sentir emoções, fossem elas, alegria, dor, saudade, vontade de ver alguém, tudo isso eu preferia guardar num lugar frio de mim que me fazia esquecer rápido o que seria mais básico pra minha felicidade. Passou a dor da frustração número um, vieram a número dois, três e quatro, e nada era mais doloroso, era só pensar: chega vou embora, e eu ia numa boa, sem sentir tristeza nem falta da companhia de ninguém. Foram três anos. 
     Percebi que meu corpo sentia falta de atenção, afeto, sensações.. E decidi então que era hora de me permitir algumas coisas, tais como beijar, abraçar quem eu quisesse, mas eu não conseguia me apegar mais, num lugar mais intimo. Inconscientemente eu tinha uma lista secreta, e nela estava escrito algumas das sensações, adjetivos, que eu sentiria se eu encontrasse o que se chama por aí de amor. Em março de 2014 eu estava numa daquelas vibes de "amor livre", mas era mais de "putaria livre" que amor. E de repente numa dessas de liberdade meu coração parou por alguns segundos, um dia acordei e minha lista interna havia sido toda rasurada. Vi que o amor não segue nenhuma das regras que eu havia descrito, a não ser por uma frase.. Quando eu amar de verdade não vou sentir necessidade de ser completa por outra pessoa, mas eu estarei completa.
     E aconteceu. Escrevi poesia, desenhei olhos, tomei até um copo de vinho. Arrumei meu guarda roupa, coloquei o lenço mais bonito como turbante. Comprei uma carteira de marlboro vermelho e fumei sem pensar se aquilo me mataria um dia. Eu amei. Amo.
Foi difícil aceitar algumas condições de amar, porque não é como andar de ônibus, pagar um bilhete e ir para onde eu quero. Eu não pago por nada, tudo me é concedido, doado. Eu posso sim aonde eu quero, sozinha. Sem sentir falta de nada ou de ninguém.
Eu ainda estou aprendendo a aceitar o que eu sinto. É dificil mas gratificante. Se eu fosse dar outro nome ao amor seria generosidade.
A generosidade é algo que poucos doam de verdade, sem esperar nada em troca. O amor não é uma moeda, que você dá na espera de receber algo. É simples, não requer muitos atributos, nem riqueza.
É grande. Sensível e a cura.
Eu amo poder amar. Amo ainda mais ser útil de uma forma sutil.
Obrigada universo pelo que me foi concedido.
O amor contém muito de prazer, mas o prazer é momentâneo e o amor não. É pra sempre, e cabe a nós deixar que ele sempre prevaleça, ou ele pode ser sugado por outros sentimentos, como angustia, dor, desconfiança.. Mas se nós acreditarmos pra valer ele pode curar todas as patologias do nosso cérebro.
Obrigada, amor, eu te sinto feliz.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Pra Desespero do " DIABO ".

     Ás vezes acho que sou louca, e até sinto a loucura se apoderando de mim... mas a loucura é algo serio demais , pra ser tratada aqui de um modo tão leviano... acho que não existe mesmo palavra no dicionário pra definir o que sou, e isso pode até parecer definição certa , mas entenda como pura ausência de identidade. Mas esse não é mesmo o tempo em que descobrimos quem realmente somos...
Os livros na estante empoeirados, sempre a mesma musica triste tocando... é fácil perceber pedaços de sonhos pelo chão, pedaços de uma infância roubada, pedaços de um coração dilacerado, que diariamente sobrevive. Gosto de me arrumar a noite como se fosse sair, apesar de toda a certeza de que ficarei em casa como todas as noites. Essa é a pior hora do dia, porque já estou cansada de inventar desculpas para resistir, para sobreviver, para acompanhar o tempo que passa lentamente. Então pego uma folha em branco inutilmente, porque mesmo que eu pense qualquer coisa, a meu respeito ou a respeito da própria folha sei que ela permanecerá em branco. Me isolo num canto qualquer, e fico quieta, calada, enquanto as coisas lá fora acontecem. 
     A dor da solidão é horrível, o silêncio da casa me dá medo. Um medo que me protege, que me encoraja a continuar aqui. Nesse canto onde não há voz, onde não há respostas, onde tudo gira em torno de mim.