segunda-feira, 25 de maio de 2015

MEIO PSICÓTICA

Eu ia pela rua,
Ia por ela, e ela através de mim.
A rua e eu dançávamos tango.
Pela rua eu ia
E não parava nos faróis vermelhos
E nos verdes eu não seguia
Eu só ia, e à avenida me fundia.
Era noite
As luzes dos veículos e postes me atravessavam
Como se eu fosse a faixa, a passarela
E eu ia de encontro ao cruzamento.
Eu me perdia nas luzes
Como já me perdera do sol do dia
Pra me entregar à noite infinita
Dançar tango com a madrugada
E me tornar estrela
Apagada pela fumaça da metrópole.
E pela rua eu ia
E me fundia à noite
E de mim eu me esquecia.
E quando o Sol já se via
Eu nada mais enxergava
Eu era luz sem olhos
Eu era estrela
Era fumaça
O asfalto me era
E eu era mais.
Pois ao ir pela rua eu descobria
Que eu de mim eu escondia
Atrás de cortina nenhuma
Na frente da própria pupila.

domingo, 17 de maio de 2015

SOLITUDE: Pensamentos que te levam a " mutilação "

     Tenho a sensação de que as pessoas se cansaram de mim. Estou perdendo meus amigos, estou cada vez mais sozinha. Solidão. O vazio me corrói. Todos os dias, me desespero com meus pensamentos. Solidão, vazio, desespero. Tudo me invade e eu perco todas as minhas forças. Estou sem forças até pra chorar. Dor. Essa dor que sinto me rasga o coração. Eu não aguento mais. Solidão, vazio, desespero, dor. Minha mente me sabota, eu tenho medo de mim mesma. Não consigo mais me enfrentar. Solidão, vazio, desespero, dor, medo

A NORMALIDADE E O PENSAMENTOS DE " SUICÍDIO "

     Eu passei a infância toda sendo transformada e manipulada pela minha família e percebi que a normalidade é um transtorno como outro qualquer, só que altamente contagioso e incurável, e eu percebi que em minha vida não faltam razões pra me deprimir profundamente e eu sei que eu não sofro de emoções, sofro de retóricas.
     Eu nunca me dei bem com a VIDA e muito menos com a MORTE e por isso eu vivo com as duas, as vezes eu prefiro aqueles que se machucam do que aqueles que machucam os outros, e contrariamente do que as pessoas imaginam tenho motivos pra me machucar sim: 
1 - eu me corto porque é um alivio, não é pra manipular os outros, 
2- contrariamente ao que parece eu não me corto pra chamar atenção, 
3 - os cortes não são pra me matar embora haja risco de suicídio; principalmente se eu me sentir enjaulada. A gente faz as coisas e depois é nosso corpo que sente, tudo o que a gente faz fica marcado na nossa matéria, a gente deixa na pele o que a gente quer o que os outros vejam, e isso se resume em uma CRISE EXISTENCIAL, UMA DOR PROFUNDAMENTE PENETRÁVEL NA ALMA. O problema é eu sempre confundo o nada geral com o meu vazio.
       O bom da vida é quando você não tem nada a perder, quando se aceita que um dia ela acaba, o maior dom do homem é sua capacidade pro suicídio, se algo não serve a gente pode ir embora. Pra algumas pessoas a pior parte de um enterro é o fato delas não serem capazes de sentir nada; nenhuma emoção. Um suicídio pode ter exatamente tantos motivos quanto um ato de bondade, então onde está o problema ? No sentido talvez.
      Tirei a conclusão que sou uma versão atual do divino e do demoníaco, eu incorporo um principio dos dois. Quando eu corro as vezes eu tento me equilibrar naquela linha que divide a pista e eu corro com dificuldade porque eu não quero pisar fora da linha; não quero pisar nem de um lado nem do outro e ai eu imagino que essa linha é o topo de uma longa cadeia de montanhas, e que pra direita ou esquerda existe um abismo. Se você acredita que a vida se trata de uma linha desenhada em uma pista plana você fica calmo, seguro, mas se você pensar que você estar numa linha que divide dois abismos você começa a tremer porque você percebe que você estar constantemente correndo perigo de vida. Eu tenho consciência desse abismo, e tenho um problema de nascença de que eu nunca esqueça desse abismo, mas não sei se isso é demoníaco ou divido, ou humano.
     Não posso esquecer quem eu sou, sou filha do nada, eu sou um monstro disfarçada de ser humano.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

EU CAMINHEI

Meus pés eram puxados por cordas invisíveis
amarradas a um caminhão de coragem
meu corpo em ebulição de realidade,
toda vida em meus pulmões
se esvaindo a cada expirar
soprando pó de mim
ao mundo
que não devolve nem indeniza.
mas mesmo assim eu caminhei,
o caminhão era feito de cinzas de outras vezes,
era reciclado de mim.
E me encontrou me trouxe aqui,
e se desfez.
Eu continuo, mas há perigo
de que numa hora dessas as cinzas estejam dispersas demais
e o que reste de mim seja só um pó sem liga
espalhado pelas trilhas,
sem vida
sem cura
sem vento pra juntar no sopro,
sem nem vontade,
e essa frase curta esgote suas vírgulas
e aceite seu ponto final,
fazendo de um poema de superação
uma tagarelice banal.
Eu rejeito qualquer " afinal "
você, vá soprar em outro lugar.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

POST DE APRESENTAÇÃO – Tádlla Araujo

Olá. Meu nome é Tádlla Araujo, tenho, hoje, 21 anos Quero falar de quem eu sou, independente de ser um aspecto borderline ou não. Sou uma versão atual do divino e do demoníaco, eu incorporo um principio dos dois. O fato é que eu nunca vou estar bem, eu estou permanentemente estragada, eu sou uma aberração mas eu acho legal Ser uma aberração, melhor do que ser um cordeirinho como o resto deles, porque alguém que ser exatamente igual a os outros. A curto prazo a minha vida é uma verdadeira droga, mas isso um dia vai acabar. Eu poderia fingir que sou educada, cortes e comunicativa mas eu não sou. Então eu poderia fingir que sou feliz porque atuar é mais fácil pra mim Eu sou intensa. Eu gosto de artes, de conversas profundas (mas não de discussões. Odeio discussões!) e de coisas bonitas. E eu odeio grosseria, Simplesmente odeio! Preencho meu tempo escrevendo, lendo, pensando - muito! - ouvindo música, às vezes, e prefiro ouvir rádio a colocar um CD ou uma playlist. As estações que mais gosto de ouvir são a Nova Brasil, a Cultura e a Kiss, e as musica a da Tulipa, Mariana Aydar, Dalva de Oliveira... Sou de poucos amigos. E sou a pessoa mais sumida das Américas! Blogs? Adoro! Compartilharei aqui um pouco do meu dia-a-dia lindamente patético. e uma pouco de minha burrice