terça-feira, 5 de agosto de 2014

O JOGO TA CADA VEZ MAIS FÁCIL, NUNCA ME SENTI TÃO LIVRE

A partir de um certo momento não podemos mais carregar nossos pais com a gente pela vida a fora, eles ficam onde a gente os encontrou quando alcançamos a consciência de qual é o lugar deles. É uma especie de assassinato cometido pelo o esquecimento.
Eu to procurando a presença de alguma coisa, mas o que há e a ausência total, um nada, a não existência de uma noção de um certo e errado. O homem procura compater um nada, a falta de sentido, de objetivo. Pra algumas pessoas a poir parte de um enterro é o fato de elas não serem capazes de sentir nada, nenhuma emoção. Se elas se aproveitassem disso elas seriam assassinas ? É possivel, mas não necessariamente. Um assassinato pode ter exatamente tatos motivos quanto um ato de bondade.
Tenho quase a certeza que sou uma versão atual do divino e do demoníaco, eu incorporo um principio dos dois. Quando eu corro; as vezes eu tento me equilibrar naquela linha que divide a pista e eu corro com dificuldade porque eu não quero pisar fora da linha, não quero pisar nem de um lado nem do outro, e ai eu imagino que essa linha é o topo de uma longa cadeia de montanhas e que pra direita ou esquerda existem abismos. Se você acredita que a vida se trata de uma linha desenhada em uma pista plana você fica calmo, seguro, mas se você pensar que você estar numa linha que divide dois abismos você começa a tremer porque você percebe que estar constantemente correndo perigo de vida. E eu tenho um problema de nascença; é que eu nunca esqueça o abismo, não sei se isso é divino, demoníaco ou humano. Só não posso esquecer quem eu sou, sou filha do nada, sou dura, fria, eu não sou como as outras pessoas, eu sou um monstro  disfarçada de ser humano

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Eu sou uma equação que não termina

 Eu sou a vítima da confiança tola, depositada nos cantos mascarados. Eu sou a poesia que tenta se redimir. Sou a letra atrapalhada na agenda, marcando palavras soltas e pensamentos deliberados. Eu sou como a lareira esquecida. Sou aquilo que você não vê. Sou a bebida que você se recusou a beber. O livro que você não comprou. Sou uma mercadoria sem prazo, sem demanda. Eu sou a minha alma em desconforto, mas também sou a catarse.
Sou uma palavra sem tradução, esperando entender a mim mesma, como uma bússola em busca do seu destino. Meu caminho sou eu quem faço, mesmo sem um puto no bolso e uma passagem de volta. Como o som de uma chaleira, anuncio que sou a minha própria chagada. Mesmo neurótica, minha razão é a minha única companheira. Andamos de mãos dadas, acompanhadas de caos. Eu sou amante de caos; nele vivo, dele não me retiro. Dele desfaço, nele me refaço. Por horas e horas me pergunto, não há mais dúvida. Se ao menos houvesse um sinal sobre a volta da dúvida, eu não poderia permitir. Eu sou o que acho que sou, e tudo aquilo que me propus a ser. Eu sou a minha própria criação, mesmo que não seja de grande valia. Eu vou me descobrindo, redescobrindo, recriando e redecorando. Como uma pintura velha, sedenta por novos pinceladas. Minha formação é um conjunto de retoques. Eu sou uma equação que não termina. As pessoas dizem, por livre e espontânea mentira, que minha personalidade os interessa. Se o interesse assim fosse verdadeiro, eles não tentariam tirar o pouco que tenho. Eu não sou nada. Eu nunca serei nada. Mas é justamente nesse nada que eu encontro tudo o que preciso.

terça-feira, 12 de março de 2013

NÃO ABRA AINDA

De acordo com algumas religiões e crenças, após a morte, o corpo físico e deixado para trás e o espirito e levado para uma dimensão de paz e esperança.

É por isso, atualmente existem várias seitas no mundo incentivando o suicídio, como uma especie de "trampolim" para essa dimensão, uma coisa verdadeira macabra para nós, mas uma coisa extremamente importante para eles.

Você percebeu umas batidas na sua porta? Sou eu.

Não a abra ainda.

Vá ate sua cozinha. Você percebeu? A sua faca de cozinha sumiu.

Agora sim abra a sua porta.

Eu vou te levar para um lugar tão maravilhoso...

Existe uma faca que não é uma faca

É uma chave.

Tem cerca de 9 centímetros de comprimento, com uma lâmina de ouro. Tem canais de sangue ao longo do eixo que parecem quase escrever palavras, mas sem significado encontrado. A borda é afiada e diz-se que nas mãos certas, pode cortar o silêncio. Montado na base do punho há um Rubi cortado e polido. Apesar de o tamanho aparente da pedra, não afeta o peso da lâmina. Para segurar a lâmina deve-se ser possuído com a paixão e vigor da vida. Sua confiança deve estar sobre outros homens, e que seria impossível encontrar duvida em si mesmo.

O artefato tem sido responsável por vários crimes de paixão, e mais sobre seu feitiço são desconhecidos. Mas tudo isso é apenas um efeito colateral de seu verdadeiro propósito.

A lâmina é uma chave.

A chave para qualquer coração que você deseja.

Literalmente.

Para ser eternamente amado pelo seu objeto de desejo, você deve deslizar a lâmina entre as costelas e através do músculo cardíaco. A lâmina não irá prejudicar se este for realizado corretamente, no entanto, o menor erro irá tornar as lesões que você está causando tudo muito real, e elas vão perder sangue até a morte.

Esta é a escolha que você deve enfrentar. Muitos arriscam suas próprias vidas para estar com quem ama, mas que arrisca a vida de sua amada pela mesma recompensa?

E será que ainda buscam sua permissão ?

SER LIVRE

Eu acordo de minha cama. Olho para a janela, e vejo a luz do sol batendo no meu rosto. As vezes eu penso sabe, como eu ando seguindo minha vida, com padrões bobos e clichês. Tentando ser popular na escola, se apaixonando, é agora eu penso nisso.

Como eu me deixei levar nessa onda de clichês? De repetições? 

Sabe, tem certos momentos que eu tenho vontade de desistir, mas não, isso seria muito clichê. Eu tenho que dar volta por cima, eu tenho que acabar com isso.

Porque a sociedade quer dizer o que temos que ser? Não podemos ser nós mesmos? Mas, pensando bem, isso é meio clichê.

Repetições.... Repetições e mais repetições.

Não aguento mais isso.

Já chega.

A arma na minha boca....

Os dedos na trava.... Um simples ato é estou livre.

sábado, 9 de março de 2013

'' ESTÁ FECHADO....''

Desde que você era uma criança, você ficava com muito medo de ir ao banheiro. Você não sabe por que, mas, sempre que você ia até a porta do banheiro durante a noite, você sente invadida uma sensação estranha de inquietação. Você desenvolveu um hábito de trancar a porta do seu banheiro antes de ir dormir.

Você nunca iria dormir direito até que você fechasse e trancasse a porta, e murmurasse para si mesmo:

"Está fechada".

Você nunca entendeu os seus próprios medos e, enquanto você crescia, você ainda sentir esse medo, você começou a tentar supera-lo, ou pelo menos tentar ignorar. Embora o sentimento de medo persistisse, você se torna mais ousado, e se sente como se pudesse esquecer tudo sobre este trauma infantil.

Você, então, decidir parar de trancar a porta. Deitando na cama, tenta não olhar para a porta ou pensar sobre a porta. Depois de algum tempo, você finalmente adormece.

Você acorda de repente no meio da noite. A primeira coisa que você percebe é que você não está mais na sua cama. Você percebe que está em um piso de ladrilho duro e frio, cercado por nada além de escuridão e silêncio. Você tenta se sentir em torno de si, quando sua mão toca em uma banheira. Sua banheira. Você congela de medo. Seu coração começa a bater rapidamente quando, em pânico, tenta ouvir qualquer som indicando a presença de qualquer outra coisa no banheiro.

Você não pode ouvir nada além do som de sua própria respiração, e o pensamento de que algo podia ouvir sua respiração e descobrir que você está acordado. Você corre em direção a porta, o mais rápido que você puder. Você roda a manivela, quando percebe que algo está errado.

"Está fechado".

De repente, você ouve uma respiração vindo de trás das suas costas.

sexta-feira, 1 de março de 2013

"Hoje eu queria que fosse diferente...

     ''Acordar, abrir a janela, deixar o Sol entrar... dar bom dia para minha família, ter uma manhã agradável com uma refeição saudável e leve...     Queria que alguém que eu gosto muito me chamasse para sair, e eu alegre me arrumar e ir de encontro à pessoa que me chamou...     Queria receber flores, e ouvir coisas bonitas... Fazer palhaçadas, rir alto, não reclamar uma vez sequer.     Viajar para um lugar bem limpo, calmo e relaxante... No fim da noite fazer uma caminhada na praia e pedir desculpas a alguma pessoa que eu gosto e que estivesse comigo nesse momento. Pois eu sempre cometo algum erro com todos que convivem com a minha pessoa...     Queria viver pelo menos um dia, queria sentir como é essa sensação de ainda achar que estou viva, e que não é só o meu corpo que está presente, queria ficar cheia de vida, autoestima, paz interior, e liberdade... Uma pessoa com amigos verdadeiros, e um convívio familiar saudável, que pense mais nas atitudes que toma só pelo impulso da raiva, tristeza ou ódio...     Uma pessoa que tire das dores e decepções um bom proveito, invés de lamentar, lamentar e lamentar, cada dia mais...     Uma pessoa que quando obter um sofrimento que não conseguiu tirar proveito, apenas passar um band-aid e sorrir, tocar para frente.     Uma pessoa que, acima de tudo, saiba viver. Pois ninguém escolhe ser assim."